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Bilheteria

Até que o medo passe, não vamos mais bater recordes de público nem em estádios, nem em cinemas, nem em shows e muito mesmo em comícios e passeatas que alguns fanáticos insistem em promover, com a adesão de meia dúzia de gatos pingados. 

 Vai ser engraçado ver o cantor de uma banda de rock pedir para a platéia cantar com ele o refrão da música e ouvir o som abafado no retorno,  já que todo mundo vai estar de máscara.

E os Grenais, os Flaflus, os clássicos paulistas, mineiros, baianos …todos com capacidade de público reduzida, a voz mais fraca das arquibancadas, os estádios vazios. Haja garganta para empurrar os times e xingar os juízes…

Os Vingadores vão reinar soberanos, pois dificilmente vão ser batidos, tanto nas telas como nas bilheterias. Mesmo que surja um novo Titanic ou Avatar, o distanciamento social e as novas normas de higiene não vão permitir aglomerações nas salas de cinema.

Quem atingiu seu recorde, pode deitar na fama.Dificilmente vai ser batido por um longo espaço de tempo.

 Hoje só quem busca a liderança em algum quesito é o Brasil. Já estamos em segundo lugar em número de covas abertas , só perdendo para os Estados Unidos. Mas com tanta subnotificação e tratamento à base de cloroquina, logo iremos bater esse recorde. Quem viver, contará.

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