A lula carrega uma bolsa em seu corpo, cheia de tinta escura. Quando se sente ameaçada, ela solta essa tinta na água criando uma cortina de proteção que a ajuda a se esconder dos peixes maiores e, com isso, não ser devorada.
Esse artifício, de se esconder numa espécie de névoa, serve para confundir, fugir do confronto direto e, principalmente, deixar as coisas turvas, sem clareza, sem dar foco na verdade.
Esse molusco tem tentáculos poderosos e se agarra às pedras e aos corais quando acossado ou chamado à superfície para explicações. E é com essa tinta que vem sendo escrito um dos capítulos mais sombrios da nossa história, cujo título é Lula in su tinta – em homenagem aos ditadores de Latinoamérica.