Quase todo mundo tem o hábito de falar mal da sogra e dos argentinos. São dois temas clássicos, recorrentes. Ao contrário da maioria, sempre me dei muito bem com a sogra, por quem nutro admiração e carinho. E sempre admirei e gostei dos vizinhos portenhos – da cidade de Buenos Aires, das estações de esqui, principalmente de Chapelco, da culinária, dos cafés, da música, dos publicitários, dos atores e das películas argentinas. Tive a honra de conviver dentro de dois grupos multinacionais com alguns dos mais brilhantes publicitários argentinos – Hernán Ponce e Pablo del Campo. Os filmes estrelados por Darin e histórias como as mostradas no filme Relatos Selvagem mostram o quanto eles são criativos, arrojados, fantásticos. Dizem os maldosos que os argentinos falam como espanhóis, vestem-se como italianos, agem como franceses mas não conseguem sair da miséria do Terceiro Mundo. Mesmo assim são felizes, apaixonados, intensos e, principalmente, criativos.
São meio cariocas na forma de amar, de idolatrar algo ou alguém. Tudo neles é o melhor do mundo, é incomparável. Isso vale, obviamente, para o futebol, em que o primeiro é Maradona e o segundo é Messi. Sofri com a dor dos argentinos pela perda do seu maior ídolo, recentemente. Algo que aqui no Brasil só é comparado à perda de Ayrton Senna.
De agora em diante, toda a vez que cruzar com um argentino apaixonado por futebol(ou seja, todos) prometi a mim mesmo que não vou mencionar nada , mas absolutamente nada sobre Pelé. Eles estão machucados e ainda por cima sem o seu maior ídolo. Sem Evita, sem Maradona, sem dinheiro, mas com o melhor alfajor do mundo…sin duda.