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Cosquinha

A doença de Alzheimer, somada ao aumento da expectativa de vida da população, vem crescendo de forma exponencial no mundo todo. Vários filmes abordaram de forma brilhante o tema, como Para Sempre Alice e Viver Duas Vezes. Afora os problemas genéticos, sempre defendi a tese de que é preciso fazer cosquinha no cérebro. Criar é como fazer ginástica, se você não se exercita, atrofia. Se você não exercita o cérebro, se você não põe a cabeça para funcionar, ele vai ficando preguiçoso. Digo que nossa mente tem que ser como um farol ou um radar sempre pronto a captar um novo insight, um novo comportamento, uma nova atitude. Isso nos  inspira, isso alimenta as nossas conexões cerebrais, isso gera as sinapses que produzem  as novas idéias. À nossa frente, o computador nos diz que não precisamos nos preocupar , porque ele já tem tudo armazenado para você, do assunto que você quiser, na hora que você precisar. Nem pensar mais você precisa, ele pensa por você. E se cair nessa armadilha, jamais poderá discutir sobre o novo, pois você só terá  referências sobre tudo o que já foi feito. Criação é trabalhar em cima de um quadro que ainda não foi pintado.

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