Sempre achei meio bizarra aquelas entradas das cheerleaders em diferentes eventos esportivos nos Estados Unidos. Achava que fazia parte daquela estratégia meio cafona, meio espetaculosa do show bizz gringo colocar um monte de meninas com riso angelical e coxas à mostra para entreter as pessoas. Com o tempo, descobri que, na verdade, elas entravam de forma estratégica para dissipar ou diminuir multidões enfurecidas. Quando a multidão vira massa, ela é irracional, sem controle. Então, para que isso não aconteça, se estoura uma briga na parte direita de um estádio, as tais cheerleaders entram no meio do campo fazendo com que as pessoas olhem para frente e não para os lados e não deixem a confusão crescer.
Não sei por que, lembrei-me das cheerleaders nesse episódio que está acontecendo no Rio de Janeiro, com a invasão da casa do Governador, da mulher do Governador, do ex-secretário de Saúde e mais uma série de gente que estaria envolvida num suposto esquema de fraude e superfaturamento na compra de equipamentos para a Saúde daquele Estado.
Com certeza, e infelizmente, vão achar desvios, seguindo uma tradição carioca que passa por Garotinho, Pezão e Cabral.
Mas, em meio a todo esse estardalhaço, o que a grande maioria ainda espera é a resposta para essas duas perguntas, envolvendo também o Rio de Janeiro: quem matou Marielle? E aonde está o Queiroz?