O burro convicto adora ouvir a própria voz. Fala alto, gesticula. Tem certeza que é dono da verdade, por isso ofende e agride verbalmente a tudo e a todos. Sua estratégia é atacar antes de ser atacado. Polemizar e gerar discussão, tanto em botecos como nas redes sociais, essa é a estratégia. Ele não tem medo de nada. Fala tudo, na lata. Mesmo sabendo que o que fala é desprovido de qualquer lógica ou embasamento técnico/científico. O burro convicto tem certeza que agrada à sua tribo e a seus seguidores. Está convencido que fala a verdade e isso basta para ele. Quando se olha no espelho, pensa: você é foda. Ele vai morrer achando que tudo sabe e que sempre tem razão, não dando espaço para qualquer contestação, levantando o tom de voz e agredindo quem se opõe ou se põe no seu caminho. Quem não o entende ou não concorda com ele é fascista, comunista, elitista, corrupto, alienado. Não há espaço para discussão, argumentação, contestação ou troca de idéias. Aqui, mando eu. E foda-se a democracia.