O pessoal vivia reclamando da Rede Globo, que era acusada de monopolizar a informação, de alienar o povo e de influenciar nas decisões políticas. Certo é que a Globo, durante décadas, atingiu índices de audiência inimagináveis. Era um Super bowl por dia( quando a TV americana registra picos de audiência, uma vez ao ano). E em final de novela, em final de Copa do Mundo ou num noticiário bombástico esses índices de audiência chegavam nas alturas, grudando o brasileiro – pobre,médio ou rico – na cara da televisão.
Esses tempos mudaram, as audiências caíram, as emissoras a cabo passaram a dividir o espaço, as novas gerações descobriram o streaming e as novas telas começaram a roubar a atenção das pessoas.
Hoje, existe um outro monopólio, não nacional, mas global. Integram esse trilionário time apenas 5 ou 6 empresas: Google, Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat, Eles manipulam nossos corações e mentes. Plantão 24 horas, sem escalas.
No momento em que Donald Trump tuitou “ quando os saques começam , os tiros acompanham” atiçando aquele pessoal sinistro com mentalidade Ku Klux Klan, o Twitter se posicionou , proibindo curtidas, retuites ou comentários. Já o Facebook ficou na moita, e deixou o barco correr, só aguçando o debate sobre a regulação de limites a esse monopólio e às fake news.
Num passado recente, quando o Facebook ficou fora do ar por algumas horas as pessoas pareciam dependentes drogados em fase de abstinência. Fissura total.
E agora, quando as marcas produzem aqueles filmes bonitinhos para falar da importância do abraço nesses tempos de distanciamento social, eu fico lembrando daquelas muitas cenas patéticas de pessoas sentadas numa mesa ou local público manuseando os seus respectivos celulares , sem ao menos levantarem a cabeça para conversar.
Estamos escravizados e subservientes a essas 5 empresas e só não dançamos mais na mão delas,porque alguém inventou o Tik-Tok. Esse sim, para nos fazer dançar de verdade.