A gente pode não ter Pavarotti, Plácido e Carreras, mas em compensação temos Cortella, Karnal e Pondé. Num país de analfabetos e de pessoas com baixo grau de escolaridade, é alentador poder contar com 3 filósofos iluminados, sempre prontos a “traduzir” ideias e pensamentos e a discutir sobre os mais variados temas e, com isso, abrir a cabeça de um número cada vez maior de brasileiros que tentam beber nessas três fontes um pouco de sabedoria e ensinamento.
Sem a arrogância dos letrados, esses 3 mestres lotam auditórios, vendem livros, mantêm canais no Youtube, participam de programas de TV , fazem comentários nas rádios, têm colunas em jornais, além de estarem em podcasts, videocasts, webinars. Disseminam cultura e nos ensinam a encarar com mais serenidade e leveza as mazelas e aflições do nosso cotidiano. Nos fazem pensar. Apresentam-se como pessoas normais, cheias de virtudes e defeitos, acertos e erros, dúvidas e certezas. Nunca como donos da verdade.
E como personalidades multimídia estão ganhando um bom dinheiro. O que obviamente faz reacender aquela síndrome de vira-lata , de gente que não suporta o sucesso alheio, principalmente quando se trata de intelectuais e professores brasileiros que, pela lógica rasteira , têm que ganhar muito menos que qualquer cantor de dupla sertaneja ou jogador de futebol.Essa gente burra os taxa de repetitivos, oportunistas, visionários , elitistas e chatos.
Mas, como a audiência continua subindo e os 3 tenores continuam dando muito Ibope, vamos deixar os cães ladrando enquanto a caravana da sabedoria passa, espalhando lucidez.
Afinal,nem só de Datenas, Ratinhos e Hugos Gloss vivem os brasileiros.