Conheço gente que adora boteco, outros preferem um bar da moda, com música cool e gente transada. Outros só vão em restaurante japonês, assim como têm aqueles que amam uma cantina tradicional, com toalha vermelha e branca quadriculada. Os modernos se encontram nos restaurantes de griffe e os mais velhos naqueles de sempre.Nesses tempos de isolamento e grana curta, não sinto a menor falta de nenhum desses lugares. Descobri, em meio a pandemia, que gosto mesmo é de uma padaria. Não as modernosas e orgânicas, mas aquelas trash com torta em fatias, pão na chapa, vitamina mista, pão de queijo com requeijão e todas aquelas gororobas engordativas. No balcão ou na fila do caixa está o peão e o patrão, tudo misturado. No ar, um cheiro de pão quentinho acabado de sair do forno, muito barulho e movimento de pessoas. Quase nada ali é light ou de baixa caloria, mas é tudo muito, muito gostoso. Se é para enfiar o pé na jaca, prefiro uma padaria. Qual o número da sua comanda, moço?