A gente faz questão de ignorar os sinais. Faz vista grossa, finge que é coisa do destino ou diz que são os desígnios divinos . Só que a realidade é uma só e só não vê quem não quer. De forma cínica e com aquela fala mansa, dirigentes do mundo inteiro vão tentando jogar a sujeira para debaixo do tapete, como se nada estivesse acontecendo. Mas, dia após dia, o nível da água sobe, o calor aumenta e as novas pandemias surgem.
As geleiras da Groenlândia estão derretendo. Os dois maiores blocos compactos do mundo estão rachando e se desprendendo. São blocos do tamanho de uma cidade.
Estudos indicam que o desmatamento pode favorecer o surgimento de novas pandemias. Setenta por cento, isso mesmo 70% das enfermidades registradas desde a década de 1940 tiveram origem em animais, segundo relatório da FAO. Um estudo recente aponta que o desmatamento para fins agrícolas ou habitacionais- uma das bandeiras do nosso Ministro do Meio Ambiente – aproxima os animais silvestres e seus inúmeros vírus das pessoas que residem nas cidades. As mudanças causadas pelo ser humano na Natureza favorecem o surgimento de doenças que podem desencadear novas pandemias. Isso é fato. E a tendência é que novos vírus mortais surjam nos próximos anos em decorrência desse desmatamento. Na prática, sabe o que estamos fazendo para que isso não aconteça? Nada.