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Nóia

Segundo dados recentes, o paulistano perde 42 dias por ano parado no trânsito,uma mulher é atacada a cada 8 minuto e um celular é roubado ou furtado a cada 3 minutos na cidade.Os números de  tentativas de suicídio e autolesões também não param de crescer, movimentando bombeiros, ambulâncias e veículos policiais num ziguezague frenético de sirenes a qualquer hora do dia ou da noite. E ainda têm os alagamentos, os transbordamentos, os semáforos quebrados, a poluição sonora, a poluição atmosférica, a árvore centenária que despenca sobre o carro parado no congestionamento, a fiação que é arrastada pela árvore que cai deixando  tudo às escuras, a buzina intermitente das motos cortando caminho, o motoqueiro estirado no chão comprometendo ainda mais o fluxo na hora do rush, o buraco que virou cratera, o vidro embaçado, a mulher tentando achar um Uber disponível, o ônibus lotado, o malabares ensopado do sinal que não consegue exibir o seu número com fogo, a criança batendo no vidro do seu carro pedindo  esmola, o cão atravessando fora da faixa. Ainda bem que o rádio acabou de informar que amanhã o tempo vai ser bom, com chuvas esparsas, sem risco de tempestades.  

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