Temos que acreditar na magia, no sonho. No pulsar acelerado do coração. Na inspiração, na intuição, nas sinapses neurais sendo conectadas à nossa mente para criar o novo. Para produzir o quadro que ainda não foi pintado, o livro que ainda não foi escrito, as imagens que ainda não estão disponíveis nos bancos de fotos e vídeos, hoje vendidas como sucrilhos de supermercados.
Embora Bill Gates e Elon Musk acreditem que tenham dado o xeque-mate na criatividade, ao desenvolverem o ChatGPT ainda acredito que somos insubstituíveis.Porque choramos, sentimos tristeza, passamos por momentos de felicidade. Porque temos coração e sangue nas veias. E a emoção que nenhum robô tem e nunca vai ter, mesmo com os bilhões de dólares que vêm sendo injetados nas pesquisas em laboratórios do mundo todo para tentar humanizá-los cada vez mais. A tal ponto que os simples mortais acreditem que, ao receberem uma mensagem ou carta demissão, pensem que ela foi escrita pelo dono da empresa e não por um robô.
Para Bill Gates e Elon Musk a raça humana é complicada demais para ser manipulada e enquadrada, por mais robóticos que sejam os sistemas hoje de controle e fluxo de informações de mensagens dentro de uma empresa, os tais Sharepoints e Trelos da vida. Pessoas mudam de opinião a todo momento,enquanto que robôs apenas informam aquilo que tem que ser dito, explicado ou comunicado. Sem questionamento. E fazem de forma instantânea, em questão de segundos, deixando todos os humanos para trás.
Se esses semideuses tecnológicos apregoam que até 2025 90% de todo o conteúdo produzido nas redes sociais vai ser gerado por robôs através da IA, eu me agarro nos 10% para viver. No mar aberto das redes sociais, sinto-me como um náufrago que ao chegar em terra escreve na areia: SOS.