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Lavagem

Vira e mexe, aparece um político corrupto envolvido em desvio de verba com gastos absurdos em Propaganda. Quem trabalha com a economia privada e não com a privada da economia, sabe o quanto é difícil conquistar uma conta publicitária com verba de 30, 50 , 100 milhões/ano. 

Coincidentemente, essas verbas públicas sempre são ganhas por aquele rol de agências “acostumadas”a trabalhar com contas públicas. 

Com a sofisticação tecnológica , esses desvios, falcatruas e acordos começaram a pipocar de forma mais frequente, levando para o xilindró falsos publicitários do naipe de um Marcos Valério, por exemplo. 

Soube de um caso de um ilustre publicitário envolvido em contas públicas, principalmente no Governo PT que teve uma brilhante ideia: convenceu uma lobista brasiliense a montar uma produtora de cinema. Quanto custa um filme?Qual o valor de um comercial? Esse era o pulo do gato… Não existe um valor-padrão. Dependendo do número do figurantes, do cachê do diretor, da equipe técnica envolvida o filme publicitário poderia custar 50 ou 500 mil, poderia custar 100 mil ou 1 milhão. É como discutir sobre o valor de um quadro. Uma obra de arte de um determinado autor não vale nada, enquanto a obra do lado vale uma fortuna. É tudo subjetivo.

Essa brilhante ideia da produtora fake foi dada por um impoluto publicitário, desses que costuma dar palestras defendendo a moral e os bons costumes na Propaganda. Durante anos, essa produtora produziu vários filmes de Governo, tanto no âmbito municipal, estadual como federal. Ganhou rios de dinheiro da forma mais lícita possível. Afinal, arte é arte. Inclusive a arte de roubar.

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