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Horas Extras 

Existem duas  Coréias, uma do Sul outra do Norte. Enquanto o ditador piromaníaco do lado Norte leva a filha para assistir a  uma exibição de bombas e artefatos bélicos como se fosse uma diversão lúdica com  fogos de artifício , no lado Sul  o que impera é a produtividade  e a busca pela eficiência a qualquer preço. 

Acho que os mandatários da Coreia do Sul deviam estreitar relações com o semi-deus Elon Musk para colocar mais robozinhos inteligentes em ação naquele país. Como a décima-primeira maior economia do planeta, a Coreia do Sul não está dando conta de satisfazer todos os desejos capitalistas do mundo “moderno”. Mesmo com as fábricas trabalhando a todo o vapor, em três turnos, a demanda por artefatos tecnológicos made in Coréia não para de crescer. 

Como vimos no excelente filme Parasita, existe uma grande massa operária na Coréia do Sul que vive em situação precária. E é justamente em cima dessa massa operária que o governo sul-coreano quer dar mais uma apertadinha na bigorna, fazer sangrar só um pouquinho mais. 

Numa medida recente, o governo da Coréia do Sul tenta emplacar uma lei que fará  com que os trabalhadores passem  de 52 horas semanais para 69 horas.

 Os sul-coreanos já trabalham mais que a média de países desenvolvidos, com 1.915 horas por ano. A média da OCDE( Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é de 1.716 horas por ano. 

A longa jornada de trabalho é citada como a principal razão para que a taxa de fertilidade da Coréia do Sul seja a mais baixa do mundo –  de 0,78 enquanto a taxa de suicídio é uma das mais altas do mundo, com 24,1 a cada 100.000 pessoas de acordo com a OCDE. 

O ditador gordinho do Norte é insano, mas os governantes  do lado Sul são cada vez mais tiranos. 

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