Existem fotógrafos bons de still e fotógrafos bons de pessoas. Os primeiros, são aqueles que conseguem deixar você salivando ao ver um copo de cerveja suado, com a espuma caindo milimetricamente dois dedos para fora, formando uma língua branca. Digo que é trabalho de chinês em solitária. O fotógrafo de still fica trancado durante dias no seu estúdio, corrigindo luz, descobrindo fundos e objetos para compor a cena. Ele só sai de lá depois de deixar qualquer produto maravilhoso. E, no caso da cerveja, com muito “birita-appeal”
Já o fotógrafo de gente, que faz moda também, esse consegue fazer milagres com suas câmeras, transformando mulheres às vezes absolutamente normais em verdadeiras deusas da beleza. Essa categoria de fotógrafos é muito mais badalada e muita mais reconhecida que aqueles outros, de objetos. E quando eles também enveredam para o nu artístico, aí o nome deles cresce ainda mais.
Antes que os bancos de imagens invadissem o mercado, transformando a sublime arte da fotografia em produção em série, fiz vários trabalhos com fotógrafos incríveis. Gente como J.R.Duran, Bob Wolfenson, Alvaro Póvoa, Ella Durst, Paulo Wainer, Valério Trabanco dentre outros.
O trabalho fotográfico, quando bem realizado, dava personalidade a uma campanha, deixava-a única.
Dias desses estava folheando uma revista e só vi carros bem fotografados. Nas mídias sociais, pela urgência das postagens, tudo banco de imagens. Taí uma grande oportunidade de algum anunciante, que não seja do segmento Moda, produzir uma campanha impressa marcante. Ia pular mais que perereca, independente da mídia onde fosse veiculada.