Vagas-bundas desfilam à noite pelas avenidas. É preciso a noite chegar para que os vaga-lumes também possam brilhar. De dia, gente qualquer. À noite, toda a luz que couber. Bichos estranhos, bichos noturnos, luzes de neón. Gente que some ao amanhecer. Olhos de coruja espreitando na madrugada fria. De repente, o som de uma sirene:será uma ambulância, será uma viatura policial? O vento agora sopra mais forte. Só um cliente na esquina negociando o preço do anonimato.Sim, todos os gatos na escuridão são pardos, mas suas garras estão de fora. Continue andando, sem olhar pra trás.