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Banksy

O complicado é ser simples. Sempre admirei toda a simplicidade e beleza das obras de Joan Miró e todo o minimalismo e visão publicitária contido nos trabalhos de Andy Warhol. Mas ultimamente quem me tira da zona de conforto  e do marasmo estético e visual é o veterano grafiteiro inglês Robin Banks, mais conhecido como Banksy.

Ele consegue traduzir toda a hipocrisia do discurso teórico de paz  e harmonia proferido pelos grandes chefes das nações mais poderosas do planeta. Em traços simples, ele mostra, por exemplo, a imagem de uma pomba branca de olhar puro e raminho de alecrim no bico, mas que tem no seu peito um colete à prova de balas e, sobreposto a essa imagem, a mira de um sniper prestes a atirar. Uma imagem aparentemente singela, mas extremamente reveladora. 

Outra imagem fortíssima é a de Ronald McDonald e o camundongo Mickey dançando alegremente de mãos dadas com aquela menina nua , com o corpo todo queimado de napalm , depois do ataque nuclear americano ao Vietnã. 

Tem também a imagem já consagrada da menina que vê a bexiga de gás em forma de coração desprender-se da sua mão e subir para o céu. 

As imagens de Banksy dizem muito. Parecem carimbos que ficam pregados na nossa mente. Fazendo-nos repletir sobre esse absurdo do mundo descartável em que vivemos.  

Recentemente, ele  produziu uma ginasta de ponta-cabeça num prédio semi-destruído por bombas russas na região de Kiev, na Ucrânia, como a dizer o quanto esse nosso mundo está virado e confuso.

 Em alguma esquina do mundo, Banksy deve estar planejando algo novo e instigante.Para nos fazer parar e pensar. Nem que seja por alguns segundos, entre o fechar e abrir do semáforo de rua. 

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