Conheço pessoas que lêem 4 Rodas como se estivessem lendo Playboy. Têm verdadeiro tesão por motores, por carenagem, por farol envolvente, por teto solar, por desenho Pininfarina, por vermelho Ferrari e tudo o mais. Nos centros desenvolvidos e prósperos nós não somos cabeça/tronco/membros; nós somos cabeça/carro/pneus. Talvez isso explique porque quando eu parava com uma perua Volvo último tipo na porta de um restaurante as portas se abriam e a mesa estava sempre disponível. Agora, quando parava na porta do mesmo restaurante com meu outro carro, modelo 95, o manobrista com olhar cabisbaixo dizia que tinha uma espera de 2 horas.