Uma das primeiras medidas que o novo presidente da Argentina decretou foi cortar 100% das verbas publicitárias para campanhas durante todo o exercício de 2024. Ele alega que existem outras prioridades e que o momento não é de divulgar grandes feitos do Governo já que as próximas medidas vão ser muito duras e os cortes serão em todos os setores da máquina pública. O céu sempre azul da Propaganda, nesse caso, não iria funcionar, com as nuvens cinzentas de uma inflação superior a 140% .
Aqui, na República das Bananas, existem politicos disfarçados de publicitários, que ficaram ricos, milionários, apenas trabalhando para contas públicas. Entra Governo, sai Governo e são sempre as mesmas agências que, coincidentemente, vencem todas as principais licitações, cujas verbas ultrapassam os 300 milhões/ano, fácil, fácil. Nos congressos voltados à classe publicitária, alguns desses profissionais fazem discursos acalorados, pregando a ética e a idoneidade da profissão, mas nunca comentam nada a respeito dessa “coincidência” nos resultados das licitações.