Eu podia ter simplesmente ficado no carro , esperando minha filha descer da consulta à dermatologista. Mas, pelo fato da médica ser casada com um amigo e colega de faculdade, resolvi subir .
Encontrei as duas conversando na sala de espera do consultório e quando me aproximei para cumprimentar a médica, ela parou , olhou firme no meu rosto e pediu para dar uma olhada numa mancha que não parava de crescer na minha face. Com uma lupa , ela detectou que aquilo não era pinta , nem marca de nascença, tinha surgido de uns 3 anos para cá no lado esquerdo do meu rosto. Aquilo era câncer de pele.
Em tom sério, me pediu exames mais minuciosos, numa clínica especializada em problemas de pele. Em menos de um mês, descobri que tinha 3 focos de câncer de pele, dois no rosto e um no corpo. Se não removesse os tumores, os melanomas iriam se alestrar pelo corpo e eu morreria de infecção generalizada daqui a alguns anos ou décadas, talvez….tudo iria depender da forma como o tumor iria se alastrar pelo meu corpo…
Deitado na maca, enquanto era levado para o centro cirúrgico, olhando as luminárias do teto, lembrei-me do momento em que fechei o carro e resolvi subir para encontrar minha filha. Talvez se não tivesse ido até lá continuaria sem saber que alguns “sinais” não são por acaso.