Mesmo com os 7X1, ainda somos considerados o país do futebol. Graças a Pelé, Garrincha, Pelé, Romário e Ronaldo ainda somos os donos da bola (58, 62, 70, 94, 02, com Pelé propositalmente em dobro e não por erro de revisão). O único país pentacampeão mundial, o único a participar de todas as Copas, e ainda com dois vice-campeonatos no currículo.
Somos o país que mais entende de bola, no bom e no mau sentido. Estava pensando nisso , quando um gringo recentemente me perguntou porque somos eternamente chamados de país do futuro.De um futuro que nunca chega.
A resposta é simples: porque somo o país da bola.
Desde o general Figueiredo, nós sempre elegemos políticos para governar o Brasil. E político é a raça que mais entende de bola, no mau sentido. Somos o país da corrupção endêmica graças à baixíssima qualidade e integridade de nossos políticos, os verdadeiros reis da bola. São tão craques em roubar e desviar dinheiro público que todos, sem exceção, estão hoje milionários. Os boleiros do MDB,do PL, do PSDB, do PT e do futuro partido do Bolsonaro vão sair do Governo muito mais ricos do que entraram e nunca mais vão precisar de rachadinhas para sobreviver. Até o “Santo”, codinome de Geraldo Alckmin na lista de propinas da Oldebrech levava bola.
Como eles saqueiam os cofres públicos durante as suas gestões, só deixam dívidas para os próximos governantes a exemplo do que esse especulador bom de papo, mais conhecido como Papo Guedes, está fazendo, deixando uma dívida astronômica para o próximo Ministro da Economia, ao mesmo tempo em que enriquece ainda mais os seus colegas do mercado financeiro, pactuando informações privilegiadas.
Com dívidas do passado, o Brasil não consegue projetar o futuro, graças aos boleiros.
É por essas e outras que pela primeira vez eu vou ter a chance de votar num não-político. E se ele não passar para o segundo turno? Aí também pela primeira vez vou anular meu voto, pois entre a bosta e a merda eu vou ficar sem opção.