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Bananas

Pode faltar qualquer coisa, menos banana. Desde criança me acostumei a comer bananas quase que diariamente. Meu avô, quando chegou ao Brasil, plantava bananas no Litoral Sul, região de Iguape. Depois, enfiou suas bananeiras no quintal da casa onde morávamos. Nasci e cresci rodeado de bananas. Uma vez eu e meus irmãos fomos promover o enterro de um peixinho de aquário e as velas que levamos para o cortejo fúnebre quase provocaram  um incêndio lá no bananal, que era como meu avô chamava os fundos do enorme terreno onde vivíamos.Não sei como iria me acostumar a não mais pegar os cachos de banana no pé, caso aquele incêndio ganhasse proporções maiores. 

Hoje colho bananas em feiras, supermercados e vendas de bairro. 

Banana pura, banana assada, banana amassada, banana com mel ,iogurte e granola, banana frita acompanhando o picadinho, peixe com banana, banana com chocolate, bolinho de banana, farofa com banana, sanduíche de banana com queijo, bolo de banana…, e mil outras opções. Banana nanica, banana prata, banana branca, banana ouro, banana da terra, banana maçã, tanto faz. Gosto de todas, de todos os jeitos e sabores. E uma banana para quem diz que é uma fruta qualquer. Até recentemente tinha uma camiseta do Velvet Underground com uma banana estampada. Em casa, tenho uma penca de banana de massa pintada, imitação perfeita. Também adoro as pinturas de Antonio Henrique Amaral com os seus cachos de bananas e todo e qualquer adorno que estampe uma banana, desde uma bandeja até um pano de prato.Até esteticamente, adoro bananas. Além da fruta, outra coisa que admiro muito é a embalagem, a casca da banana. Pra mim, não existe embalagem mais prática e perfeita do que aquela. Deus foi generoso tanto na forma como no conteúdo. Que fruta exótica que nada. Na República das Bananas, quem faz sucesso mesmo  é ela. O macaco tá certo.

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