Depois da incrível demora na contagem de votos nas eleições norte-americanas e do final do primeiro turno das eleições municipais aqui na República das Bananas – onde tivemos um engasgo inicial na contagem dos votos , mas depois a apuração deslanchou, tem uma coisa que não para de martelar na minha cabeça: como é que uma potência que tem as 5 maiores” big techs “ do planeta consegue ficar atrás de um país tão atrasado em termos de inovação tecnológica como o Brasil?
Será que existe realmente uma fragilidade na segurança das tais urnas eletrônicas? Será que esse avanço tecnológico brasileiro nada mais é do que uma forma de se garantir o status quo e o establishment em terras tupiniquins?
Nos últimos 8 anos, essas 5 “big techs “, mais conhecidas pela sigla Faamg ( Facebook, Apple, Amazon, Microsoft e Google) tiveram uma valorização de mercado astronômica. Hoje elas estão 7 vezes maiores, não param de fazer aquisições e concentram o seu poder de fogo em startups do mundo todo. Juntas, valem mais de US$ 7 trilhões, quantia que supera todo o PIB da América Latina.
A Amazon, só para dar um exemplo, que começou vendendo livros e competindo com as livrarias centenárias, hoje só não vende a mãe, tamanha é a variedade de produtos por ela ofertados em seu marketplace.
E enquanto isso, nós fomos ficando cada vez mais para trás dentro dos próprios países emergentes, os Brics. China, Índia, Rússia e a própria África do Sul têm uma relevância muito maior no cenário internacional e na economia mundial. Nossa economia não saiu do século XIX, uma vez que as empresas de ponta no Brasil são as financeiras, as mineradoras e alimentícias. Dependemos cada vez mais do agronegócio, enquanto o mundo discute o tecnologia 5G ao mesmo tempo em que as 5 “big techs“ampliam os seus tentáculos e triplicam o seu faturamento em meio à pandemia que só fez aumentar a nossa dependência ao mundo virtual.
Eles contam o voto um a um, papel por papel, enquanto nós levamos menos de 1 minuto para concluir o processo eletronicamente. Eles levam dias, semanas para fechar os números. Nós, se não formos do Amapá, sabemos o resultado das apurações em todo o Brasil em questão de horas.
Continuo achando tudo isso muito estranho… E caso esteja equivocado e minhas suspeitas sejam totalmente infundadas, por que diabos o Brasil não aproveita esse finalzinho de relacionamento amoroso com Donald Trump para vender um lote monumental de urnas eletrônicas para as próximas eleições norte-americanas, hein? Já que o negócio com a Embraer micou, já que os americanos estão mais interessados em vender a soja deles do que comprar a nossa, poderíamos finalmente dar o troco e mostrar para o mundo que nós também somos vanguarda. Com as urnas made in Brazil. Pensa nisso, ministro.