É só perguntar para qualquer dono de flat, hostel ou mesmo para alguém da rede hoteleira: durante anos, a maior ocupação de quartos em São Paulo ocorria durante o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, um dos últimos da temporada.
Essa liderança foi perdida de uns tempos para cá para o Carnaval de Rua de São Paulo. Isso mesmo, o carnaval ou pré-carnaval de São Paulo, terra chamada de o túmulo do samba, foi, ano após ano, vendo crescer o fenômeno dos bloquinhos e do carnaval de rua, atraindo gente do Brasil todo e lotando toda a rede hoteleira da cidade.
Outro fenômeno que também começou a despertar interesse foi a festa de Reveillón na Paulista, sem falar num outro evento já consagrado que é a Parada Gay ou Movimento LGBT.
Somados, esses 4 eventos passaram a despertar o interesse dos grandes anunciantes nacionais que sempre gastaram verdadeiras fortunas em patrocínios e inúmeras ações promocionais de grande impacto. E, de carona, toda a rede hoteleira podia contar com esse grande impulso financeiro, além dos já tradicionais congressos , feiras e convenções que fazem de São Paulo uma cidade que pulsa ou pulsava 365 dias por ano.
De uma tacada só, Fórmula 1, Parada do Orgulho LGBT, Reveillón e Carnaval 2021 foram acertadamente cancelados para evitar aglomerações e propagação do vírus fatal. Um soco no estômago do já combalido Turismo nacional, uma perda enorme para vários setores da economia. Quando você acha que já chegou no fundo do poço, descobre que o fundo é falso e que o buraco, no caso do Turismo e do Entretenimento, infelizmente ainda é mais embaixo.