Nunca me preocupei muito com os festivais pirotécnicos do ditador Kim Jong-un testando mísseis e fazendo ameaças para lá e para cá. Um ataque nuclear, ainda mais com bombas de hidrogênio, dizimaria 1/3 da população mundial de uma tacada só. Sem falar nos efeitos residuais, na poeira atômica, na devastação ainda maior da Natureza. Desde a Guerra Fria, todos têm medo de uma medida drástica e definitiva.
A guerra bacteriológica e as catrástrofes climáticas sempre se apresentaram de uma forma mais real e mais próximas. O filme Contágio há quase uma década já preconizava a chegada de um vírus mortal oriundo da China e que iria dizimar pessoas no mundo todo.
Na Lua Cheia do começo de abril, as águas do mar em grande parte das cidades litorâneas cobriram faixas de areia, invadiram avenidas principais e chegaram até as ruas viscinais, sem que as pessoas se atentem que , ano após ano, essa invasão se amplia.
O poeta T.S.Eliot escreveu que o mundo não iria acabar com uma explosão, mas um gemido.
O que vemos em milhares de leitos e hospitais de campanha pelo país afora não são gritos, mas gemidos de pessoas que deixam de respirar. Hoje, com os pulmões infectados pelo vírus e talvez amanhã por um tsunami.