Era um cara meio aéreo, meio avoado. Vivia no mundo da Lua, diziam. Fixava o olhar em algo e ali ficava, durante horas, meditando. Não tinha a pressa do mundo moderno, nem a necessidade de reinventar-se a cada dia. Era totalmente deslocado e seu discurso não combinava com o ritmo acelerado das reuniões sociais e muito menos profissionais. Foi visto pela última vez no alto de umas pedras admirando o mar.