Blog – anotações, pensamentos e coisas do cotidiano.

Happy-hour

Tem um refrão de uma música dos Titãs que acho um pouco radical: só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder.Existem pessoas que agem exatamente assim, se aproximam de você quando está bem e desaparecem quando percebem que você está mal. São como gerentes de banco ou chefes gringos, o riso deles é proporcional ao seu faturamento.

Agora fazer happy-hour para jogar conversa fora, aí já é demais. Tenho mais o que fazer. Ã medida que o índice alcóolico vai subindo as confidências são postas na mesa, e muita gente é detonada ou mal falada.  Ã medida que os copos vão sendo trocados ou o dosador da garrafa vai baixando, a Dercy Gonçalves  vai se transformando na Sharon Stone. E por aí vai. De vez em quando, tudo bem.É divertido, é gostoso é relaxante. Agora, fazer happy-hour todo dia é um saco. E ao invés de ficar fofocando e galinhando, podia jogar uma conversa um pouco mais inteligente para dentro. Em casa, num cinema, num teatro, sei lá…

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