Blog – anotações, pensamentos e coisas do cotidiano.

Storm

Se tem um empresário que deve ser respeitado em tudo o que fala, esse cara chama-se Jorge Paulo Lemann. Quando ele disse lá atrás que iria ser dono da maior cervejaria do mundo, quando não era dono nem da maior cervejaria do Brasil, todo mundo duvidou. Na época, a líder era a Antarctica e ele comandava a Companhia Cervejaria Brahma, que tinha as cervejas Brahma e Skol, respectivamente segunda e quarta marcas do mercado nacional.

Pois bem, ele não só comprou a Antarctica como também a Budweiser , a Sab Miller e mais um punhado de marcas pelo mundo afora, formando a AB Inbev, maior grupo cervejeiro do planeta.

Quando esse mesmo senhor Lemann falou que iria investir pesado no Tênis, esporte que ele pratica até hoje e em que  já foi muitas vezes campeão, fiquei feliz da vida. Depois do genial Guga, nós só conseguimos fazer bonito mesmo nas duplas, com Bruno Soares e Marcelo Melo.  

Em coletiva de imprensa, o empresário assegurou que em 5 anos teria de 2 a 3 tenistas brasileiros no TopTen mundial. Investiu pesado,construiu a clínica Slice, montou equipe parruda tanto dentro como fora das quadras,contratou executivos para cuidar especificamente desse projeto Tênis e para levantar fundos. E sabe o que aconteceu? Nada.

Enquanto isso, nesse mesmo período de tempo, uma tempestade tropical chacoalhou as praias do mundo todo: o Brazilian Storm. Quebrando a banca  do surfe mundial, em que a hegemonia  era de americanos, havaianos e australianos, uma geração de surfistas brasileiros atropelou todo mundo, colocando o Brasil no TopTen mundial, com até 4 representantes.

Medina, Italo, Mineirinho, Filipinho e mais um monte de feras vindo logo atrás, fizeram aquilo que o Tênis não conseguiu: colocar o Brasil no topo do ranking.

Vantagem contra. Será que ainda dá para virar esse jogo? Acho difícil. Principalmente depois de assistir a uma final entre Nadal e Federer.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.