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Relíquia

Ainda guardo minha máquina de escrever, como uma espécie de relíquia dos tempos em que a Publicidade era muito, mas muito mais divertida e inesperada. Podem falar o que quiser, tentar provar por A+B que os dias de hoje te abrem as portas para o mundo, te dão voz, te conectam a pessoas das mais diferentes raças e origens, mas todo esse blá-blá-blá não consegue disfarçar a total falta de espontaneidade que domina a Comunicação não só no Brasil como no mundo tudo. 

A regra hoje é erre muito, mas erre rápido. Ou seja, os dados e algoritmos são os novos donos da verdade, que ditam aquilo que é ‘aceitável”nas redes sociais. 

E o resultado disso é que fica tudo igual, ou muito parecido. Os tais trelos e réguas de Comunicação te levam ao mesmo caminho: profusão de perguntas bestas,prontas e previsíveis e mais um monte de  hashtags para provocar maior engajamento e aumentar a interação. E aí tudo fica chato pra cacete… 

Não existem mais slogans bem-sacados, nem campanhas de tirar o fôlego. Os creators adaptam os objetivos de cada marca ao perfil do influencer desejado para gerar o tal engajamento. E a vida segue…previsível…

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